dest-18-12-2018

Uruguai se apresenta como um mercado interessante para iniciar-se nos negócios internacionais devido ao seu poder aquisitivo, a  previsibilidade e segurança jurídica que oferece nas operações.

Um erro comum das empresas que começam a procurar mercados no exterior e focar nos países industrializados ou as grandes economias emergentes, como Brasil ou México.

Para os que operam desde Argentina ou Brasil, porém, Uruguai e um mercado muito conveniente para iniciar-se nos negócios internacionais, accessível em vários sentidos, com um poder aquisitivo interessante, a pesar de que a maioria não lhe presta a atenção que o país merece.

Uruguai importa anualmente entre 25% e 30% mais que Bolívia ou Paraguai, sendo o país latino-americano com maior ingresso nacional per capita (12% mais que Chile). Isto último relaciona-se com o elevado custo de vida, que para o país representa uma oportunidade: e possivelmente um dos poucos países do mundo ao qual os bens e serviços podem chegar hoje com preços competitivos.

Dos milhões de habitantes concentram-se na capital e sua área metropolitana, uma cifra que supera a das aglomerações urbanas de muitas cidades da região, fazendo que Montevidéu seja uma praza comercial muito atrativa na região. A conectividade logística representa uma forte vantagem, já que e simples, ágil e eficiente.

Os operadores logísticos, que tratam com a alfandega uruguaia, coincidem em que a mesma e correta, e destacam a integridade dos seus funcionários. Os controles serão exigentes e quando se detecte uma irregularidade, haverá consequências serias.

Em relação com a forma de ingressar ao mercado, aplica-se a mesma regra que no resto do mundo: “quem mais exporta e o que mais viaja

O preço está sempre no centro das negociações e dilata as tratativas como resultado da relação existente em Uruguai entre o custo de vida e o nível dos salários da população, que leva aos comerciantes a estar pressionados por reduzir custos.

Perante o novo cenário internacional, onde se questiona a vigência do Mercosul como união aduaneira, Uruguai  e Paraguai tendem a se colocar do lado dos que preferem maior flexibilidade para negociar bilateralmente, por exemplo, com  Estados Unidos. Isto e consistente com o que dizem as teorias do comercio: as economias mais pequenas não podem aspirar a estruturas produtivas diversificadas pela carência de suficiente economia de escala, motivo pelo qual para eles resulta mais conveniente especializar-se em poucos sectores com potencial exportador e importar o resto do que necessitam consumir.

Nesse sentido, independentemente de como evolua a integração regional, e interessante que as empresas também avaliem a Uruguai, como uma plataforma para exportar a terceiros países.

A previsibilidade e segurança  jurídica que oferece Uruguai, onde se inclui uma alfandega confiável, são fatores claves nestes modelos de negócios, assim como uma logística eficiente, que está bem representada no porto de Montevidéu, que supera a Buenos aires pelas suas características naturais, que se traduzem em menos necessidade de dragagem e por consequência, menor custo de operação.

Por esses e outros motivos, seja como mercado de importação ou como plataforma de projeção, Uruguai pode jogar nas estratégias de internacionalização das empresas da região um rol muito maior ao que se poderia deduzir pelo tamanho da sua economia.
A Zona Franca de Montevidéu particularmente e uma ferramenta muito atrativa tanto para a internacionalização de bens como de serviços, já que a diferença de outras áreas aduaneiras especiais da região e do  mundo, esta também oferece incentivos em matéria de legislação laboral e migratória, além dos benefícios fiscais e tributários.
Isso inclui isenções dos tributos e contribuições que afetam ao trabalho pessoal: os estrangeiros que se radicam para trabalhar na Zona Franca de Montevidéu não aportam ao sistema de previdência social uruguaio. Graças a isso, tem se instalado neste polo numerosos líderes globais de serviços, como Assist Card, Citibank, Deloitte, KPMG, PWC, a área de serviços de TATA.

Outra particularidade desta Zona Franca e sua utilização como centro logístico e de distribuição de bens de alto valor agregado, como eletrônicos e farmacêuticos.

Várias multinacionais enviam produtos acabados “a granel” a Montevidéu para que sejam acondicionados para a venda com a embalagem correspondente e desde ali sejam distribuídos aos países da região, com a vantagem de que não tributam nada nessa escala, onde podem permanecer sem limite de tempo.